DICAS para fazer um ROTEIRO DE LEITURA (fichamento)







       Durante o curso de Ciências Sociais percebi que muito se discute sobre o que, de fato, seria o tal fichamento ou roteiro de leitura.

  

Afinal como ele é feito? Do que se trata? 

É um resumo? Existe um padrão?



Na minha visão, o fazer um fichamento, é um exercício. Aliás muito bem resumido na expressão roteiro de texto. É isso mesmo: o texto é o ponto de partida, oferecendo uma viagem. Realizar o roteiro de leitura nos lembra que ao viajarmos pelo texto estamos buscamos algo: o argumento do autor.

 

Nessa intenção, percebi que ao ler o texto e anotar em uma folha ou caderno os pontos que achava importante, estava definindo momentos que considerava centrais na argumentação do autor

 

 

Costumo tentar sintetizar essas partes importantes ao anotar e também escrever se aquela passagem me remete a algum outro autor.

 

Prefiro escrever em uma folha sem pauta, para ter mais liberdade de ligar as ideias. Assim, depois observo as anotações e vejo se existiu uma ligação coerente entre os elementos que escolhi. 


Desse modo procuro compreender a sequência de ideias que levam a conclusão, ao argumento principal. 


    Na prática, essa é uma maneira muito comum de realizar um roteiro. Acredito que não existe um padrão de como fazer, o que realmente importa é que haja a conexão das ideias.

 

No final das contas, escrever um roteiro é pensar em um modo de guiar a própria experiência da leitura. Pensar em uma maneira de tornar a leitura mais consciente, direcionada e profunda.

 

Por isso não existe uma maneira fixa ou padrão para criar um roteiro. O que importa é manter em mente o objetivo da leitura. Um bom texto é como um círculo: qualquer parte dele pode levar ao seu centro. Justamente porque as conexões entre os argumentos estão bem definidas.


    Uma das coisas que acho interessante nas ciências sociais, e que, na verdade, é mais uma postura filosófica, é justamente esse exercício da ler nas entrelinhas das coisas. Ir além da superfície, como dizem.


Para compreendermos o argumento do autor devemos ir além do texto e “ler” aquilo que não foi escrito, mas está presente. 


Analisar o argumento do autor no contexto da nossa própria experiênciaDar vida ao argumento.

O desafio é manter a objetividade nesse processo. E cada um pode inventar um método para não se perder e sempre encontrar o caminho de volta para o fio condutor que autor está tecendo. 


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